quinta-feira, 6 de maio de 2010

Soneto de Outono





Folha solta em dia de outono
Voando ao céu em abandono
Desliza como minhas lágrimas
Que pela face fazem-se caídas



Folha que no vento se acolhe
Voa num pranto que molhe
Desliza em emoção cristalina
Que faz aparecer à triste sina



Folha de outono que se entrega
Ao chão que dela se encarrega
Acalenta a dor que nela encerra



Lágrima de amor que se esvai
Mostra a alma que padece e cai
Folha e lágrima em triste terra




Tatiana Moreira