quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Solidão a dois



Onde foi que nos perdemos?
Em que espaço do tempo, nós deixamos de nos olhar com amor?
Em que momento da existência o amor transformou-se em dor?
Onde ficou o respeito e a admiração que nutríamos um pelo outro?
Onde foi que os nossos caminhos se afastaram?
Por qual trilha cada um de nós seguiu outros passos?
Onde se esconderam as palavras e os gestos de carinho?
Como minamos os cuidados e zelos para uma convivência sadia?
O metal que caracterizava ligação há tempos de nós foi retirado
Guardamos junto a tudo o que queremos esquecer
Deixamos que ficasse perdido sem parecer nos pertencer
Assim passam-se os dias, meses e anos...
E nós nos perdemos em meio a tantas dores e decepções
Nós nos desencantamos perdidos na nossa imaginação
As traições abriram feridas na alma... Difíceis de cicatrizarem
E o amor doente e enfraquecido... Não acha forças para lutar
Tornamo-nos inimigos não declarados, apenas sentidos
Digladiamos na guerra fria e interna que muitas vezes travamos
E seguimos nossa solidão a dois, acreditando que nada mais sentimos.


Tatiana Moreira