quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Feliz Ano Novo... Feliz Vida Nova!!!





Toc... Toc... Toc...
Tem alguém aí?
Pergunto ao meu coração
Não acho respostas...
O silêncio paira no ar
Questiono a razão:
Onde foi que eu me perdi?
A mente me leva a regressão
Bem baixinho ouço um leve pulsar
Um aperto arde dentro do peito
Fazendo com que eu compreenda
Ele ainda está lá...
Ainda vive em minha alma
Assim mesmo cansado...
Pulsa, lateja e implora:
Renasça o amor de dentro para fora!


Tatiana Moreira






Desejo que 2013 seja um ano marcado 
por grandes mudanças na conduta humana...
Que o Amor e Paz estejam presentes 

na vida de todos nós!

Feliz Ano Novo... Feliz Vida Nova!





segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

...



De ti eu manifesto o que ainda guardo
O segredo da pele que sinto
O gosto dos sabores que absorvo
O aprofundar dos olhos que admiro
O toque dos dedos nas mãos que entrelaço
O roçar dos lábios que com paixão eu beijo
O corpo como arte unindo o côncavo e o convexo
De ti sobrevivo no que jamais deixo morrer
A voz que acalenta os meus sonhos
O sorriso que em minha alma traz encantos
 As canções que embalam os nossos momentos
Os versos que compõem a nossa história
Onde a presença, mesmo quando ausente... 
É notória!



Tatiana Moreira



domingo, 9 de dezembro de 2012

...




Lembra o tempo
em que você sentia

e sentir
era a forma
mais sábia de saber

E você nem sabia?


Alice Ruiz



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

...



Sempre será tempo...
 De desatar velhos “nós
e fortalecer novos laços.


Tatiana Moreira



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Eternas são as nuvens...

Esse texto foi recorde de comentários nas redes sociais. Fiquei muito impressionada com a riqueza do texto... Por essa razão, fiz questão de compartilhar com vocês!






Para onde vai tudo que se vive? Para onde vai a mágica de certos instantes? A comunhão que se viveu, a cumplicidade de dividir tempo, espaço, experiências inaugurais? Para onde vão o carinho, a parceria, a entrega? Para onde vai o conhecimento, pessoal e intransferível, que se tinha do outro? Para onde vai o que só vocês viram e experimentaram: o nascimento de um filho, a morte de um amigo, a notícia daquele emprego, o assalto, a compra da casa, o diagnóstico ameaçador, a noite no acampamento, aquele show em Londres? Para onde vai a consciência que você tinha, de, com apenas um olhar, saber se ele estava feliz, deprimido ou ansioso? Para onde vai a absoluta intimidade que se teve com o outro?
Acredito que isso tudo fica em algum lugar interno, como um site, uma espécie de nuvem onde armazenamos tudo o que vivemos. Tão reais e etéreos como o iCloud, temos os nossos weClouds, que podemos acessar ou que nos acessa, algo que fica preservado, e que, mais do que nos fazer lembrar coisas, nos acolhe e ratifica. O weCloud guarda o essencial, o que ficou depois da ruptura, da tempestade, o rescaldo de um tempo, um a dois permanente, que sobrevive aos acordos rompidos, às bênçãos desfeitas, às juras esquecidas. No weCloud, ficam o sumo, o substrato, a força do projeto um dia compartilhado. No weCloud, ficam o afeto espontâneo, o registro das intenções sinceras, da vontade de acertar e de tudo o que foi verdadeiro.
Os relacionamentos podem acabar, mas não o vivido. Não se trata de memória, nem de “detalhes tão pequenos de nós dois”. Não se trata de viver no passado, nem de não aceitar os fatos. Não se trata de sublimar dores e porradas ou se refugiar num mundo alegrinho de autoajuda e negação. Não se trata de dourar a pílula e contar para si uma história diferente. Trata-se de vida bem vivida que não pode nem deve ser perdida. Tudo o que vivemos e sentimos vira acervo, fonte, ferramenta; é nosso para sempre.
Quando estamos com alguém, somos, em alguma instância, uma pessoa única, que só aquele companheiro conhece. Maria é para João uma Maria que ela nunca será para Pedro, que é um Pedro para Maria, que nunca será o mesmo para Ana. Maria poderá ser muito mais feliz com Pedro do que com João, mas ela terá sempre sido a Maria do João e haverá sempre um lugar onde Maria e João se reconhecerão, mesmo que nunca mais se encontrem.
Somos o que vivemos, e não podemos abrir mão disso. É fundamental que cuidemos da nossa história, que saibamos acolher nossas experiências com generosidade e entendamos que certas vivências, emoções e descobertas foram únicas e estarão sempre produzindo algum efeito em nós.
Todo fim de relacionamento pede tempo. Tempo para o luto, para a saudade, para a cura, para o distanciamento, para a neutralidade, para o recomeço. Existe um caminho a percorrer que vai do fundo do poço ao fórum, do desespero ao terapeuta, da perplexidade à aceitação, do abandono à libertação. Há que fazer faxinas: roupas, livros, fotos, palavras mal ditas, mágoas, decepções. Há que separar papéis, propriedades, planos, sonhos. Há que separar, acima de tudo, o trigo do joio, o passado do futuro, o extinto do eterno. Há que guardar as coisas que não cabem em malas nem cofres, aquilo que não se quantifica nem se elenca em formais de partilha e declarações de renda. Há que “amar o perdido”.
Só quem tem passado tem futuro. Escolher a bagagem que se carrega é decisivo para seguir adiante. Entre fardo e combustível, asas e correntes, você decide. Entre salvar e deletar, você decide. Conjugar sem medo o pretérito imperfeito para viver o futuro do presente.
Depois de um tempo, as dores passam... Sim, elas se cansam de nós e, se somos saudáveis, nos cansamos delas também, seguimos em frente, voltamos para nós mesmas, dispensando o que não nos serve mais, garimpando minúsculas preciosidades, recolhendo luminosidades, cheias de preguiça de sofrer, prontas para recomeçar, de novo, mais uma vez. Um belo dia você se pega pensando naquele “nós”, que deixou de existir, sem a fisgada de saudade, nem ressentimento, nem raiva. Você pensa com serenidade. Você pensa não mais no “ex”, mas no companheiro de vida: sai o “ex”, fica o amigo.
É quando você o abraça no velório do pai e sabe como ele está se sentindo e ele também sabe que você sabe como ele se sente, e isso é muito íntimo e confortante e está lá, na tal nuvem, para sempre.
É quando você recupera em DVD seus filmes em Super 8 e fitas em VHS, com todas as fases e faces queridas da sua vida, e faz uma cópia para ele, porque sabe que aquilo tudo é parte da vida dele também, e você se sente grata por compartilhar.
É quando você recebe um presente sem cartão: um disco de vinil de um show que você foi com um certo namorado. Pronto, lá está o para sempre: os anos 70, a avidez de descortinar o mundo, a larica, a revolução, o incrível mundo das primeiras vezes, compartilhado com entrega e inocência. O cartão é desnecessário, pois só você e ele sabem quem vocês eram naquele dia-tempo e o que significou estar ali naquele concerto de rock.
É quando você encontra numa caixa esquecida rolhas de champanhe e sementes de romã, que fazem você lembrar quem você era e como você se sentia quando estava totalmente apaixonada por aquele cara na Itália.
É quando você escreve um livro sobre maternidade e manda em primeira mão para o pai dos seus filhos, porque ninguém mais do que ele sabe como você ficava quando estava grávida, pois só ele viu seu estado de graça e, talvez, antes mesmo de você, ele viu você virar mãe.
Lá estão vocês, no weCloud, sócios de experiências transformadoras, parceiros de sonhos, realizados ou não, amigos que cresceram juntos, cúmplices dos pequenos crimes contra o amor, vítimas dos mesmos desgastes da convivência, ungidos por bênçãos comuns, coautores e personagens do mesmo livro.
Maria não é mais a mesma que foi com João, mas, para ser a Maria que está com Pedro, ela teve que ser a Maria do João, e João, para ser o companheiro de Ana, teve que ser antes o de Maria. Somos o que nascemos e o que escolhemos viver, somos o que ganhamos, o que perdemos, o que boicotamos e o que nunca alcançamos.
É muito libertador fazer as pazes com nossa história. Do que nos serve ter rombos na linha do tempo? Negar, bloquear, tornar inacessíveis as lembranças, impossibilitar um resgate saudável do vivido? Do que nos serve chamar ex-companheiros de falecidos ou equívocos? É injusto conosco. É empobrecedor. Temos essa mania de achar que só o que dura para sempre é um sucesso. Durabilidade nunca foi sinônimo de segurança, assim como o efêmero não é sinônimo de fracasso. Uma jaula é segura e nem por isso um lugar feliz, da mesma forma que viagens são fugacidades maravilhosas que se perpetuam dentro de nós. Nenhuma história é vã. Nada é. Nossa alma-memória, aquela que nos identifica, define e referencia, é como uma colcha de retalhos; alguns retalhos são mais bonitos que outros, mas todos são necessários.
“Amar o perdido deixa confundido o coração” (Drummond) porque é amar o intangível, o que, não sendo mais, ainda resiste, insiste e ressignifica o que antes tinha outro nome e valor. Amar o perdido é reconhecer que muito tempo, energia e as melhores intenções foram investidas, empenhadas e depositadas numa relação, num incrível voto de confiança no outro e na Vida. Sim, mesmo os grandes erros e as falências retumbantes têm histórias comoventes e belas. Amar o perdido é entender que nada se perde.
Amar o perdido só é possível quando você volta para a casa dentro de você. Melhor que dar a volta por cima, é voltar para si mesma. Nessa hora você se sabe inteira, apaziguada, de bem com sua história. Aí, você entende o weCloud e lembra de Quintana dizendo: “eternas são as nuvens”, e você se comove com a certeza de que um certo “para sempre” existirá, pois “as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão” (CDA).
É isso, não fica o que é lindo. Fica o que finda. Fica de um jeito real. Não fica lindo só porque finda. Fica, porque finda, e, quando finda, fica o que foi de verdade, o que nunca finda.
As coisas findas ficam. Perdidas, talvez, mas para sempre nossas. 
Eternas, como só as nuvens podem ser.


Hilda Lucas - Edição: MdeMulher

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Mais perto...




Mais perto...

Teus olhos de céu são um convite
Para entrar sem pensar no paraíso
Teu sorriso é o meio de transporte
Que me prende e faz perder o juízo

Tua voz embala todos os meus tons
Sintonizando-me em teus sentidos
Que afloram meus preciosos dons
Que por ti... Seguem rendidos

Em teus braços sinto-me protegida
Envolvida em olhares encantados
Aos teus toques sou acariciada
Nos sentimentos que foram despertados

Minha sede nos teus lábios se consome
Fortalecendo-me em beijos sedentos
Juntos, nós saciamos a nossa fome...
Quando o longe nos torna mais perto

Tatiana Moreira




...




Peço que fique...
Venha devagar e permaneça sem pressa

Aquiete as minhas ondas revoltas
Pacifique as minhas ânsias
E afaste as minhas tempestades
Faça calmaria dos meus desejos


Aproxime-se lentamente e sinta...
 Juntos nós somos mais fortes

Reacenda em minha alma a paixão
Ilumine os meus caminhos de treva
Fortaleça as minhas verdades
Reanimando a minha fé em sonhar


Ajude-me a novamente crer... 
Que sou o seu anjo e posso voar
E que juntos possamos livremente...
Levar a todos a nossa sina de amar


Tatiana Moreira



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Quero e preciso...




Preciso da quietude intima e necessária
Que reabastece a minha alma com calma
Quero a percepção dos mínimos detalhes
Que quando observados... Revelam-se
Preciso das (re)ações do meu interior
Quero crer nas re(ve)lações do exterior

Preciso caminhar junto à serenidade
Que suaviza as minhas ansiedades
Preciso da força constante do equilíbrio
Que pacifica os meus medos sombrios
Quero a clareza de tantas perguntas
Preciso da verdade de todas as respostas
Também quero a sorte de um amor tranquilo
Também preciso da paz do seu sorriso!

Tatiana Moreira




quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A flor da pele...



Feche os olhos...
Deixe o seu corpo leve
Sinta apenas o toque
dos dedos percorrerem
toda a extensão de sua pele
Ainda com os olhos fechados
Sinta todas as sensações
Que estão presentes em cada toque
Em cada pensamento
Permita-se... 
Descubra-se...


Quando estiver prestes a sucumbir
Pare
Respire
Inspire
Então...
Novamente deixe
Os dedos livremente caminhar
E tudo em ti... Aflorar!



Tatiana Moreira



Perdida entre os tantos tons de cinza...