quarta-feira, 25 de abril de 2012

Inefável...





Venha, sente-se ao meu lado...
Conte-me as suas histórias.
Permita-me sentir parte do seu mundo.
Envolva-me nas suas vivências para que nelas eu consiga enxergar-me.
Sorria e se emocione comigo sobre fatos que somente nós dois compreendemos...
Ouça as canções do tempo e sinta que através das letras eu posso tocar-te e muitas vezes falar o que jamais eu poderia dizer...
Deixe por segundos o seu olhar nos meus, será tempo suficiente para os seus encantos abastecê-los.
Entrelace as suas palavras nas minhas e sintonize os seus pensamentos nos meus. Que assim seja enquanto juntos estivermos...
Ao chegar a hora de irmos embora, caminhe ao meu lado com passos lentos... Assim a trajetória parecerá mais longa e o roçar dos nossos ombros nos fará sentir que ainda estamos próximos.
E antes que cada um de nós siga o seu caminho... Pare por um instante e me abrace; forte o suficiente para me fazer acreditar que nada foi em vão!

Tatiana Moreira





sexta-feira, 20 de abril de 2012

Intrínseco...





[Ela]
Acreditava no que sentia
[Mas...]
Sabia que poderia sofrer
E foi assim...
Independente da escolha
Que ela ousasse fazer...


Tatiana Moreira





quarta-feira, 18 de abril de 2012

...



Toc... Toc... Toc...
Tem alguém aí?
Perguntam ao meu coração
Não há resposta...
O silêncio permanece no ar

*
*
Questiono a razão:
Onde foi que eu me perdi?

*
*
Bem baixinho ouço leves pulsar
Um forte aperto arde dentro do peito 
Faz com que eu compreenda

Ele sobrevive em mim... 
Ainda vive em minha alma
 
E o meu coração, mesmo magoado e ferido... 
Pulsa, lateja e implora: 
Que renasça o amor de dentro para fora!



Tatiana Moreira





segunda-feira, 9 de abril de 2012

Eu sou assim...




"Se a mim for concedido o direito de pausas repositórias,
então já anuncio que eu continuo na vida.

A trama de minha criatividade depende deste contraste,
deste inacabado que há em mim.

Um dia sou multidão; no outro sou solidão.
Não quero ser multidão todo dia.

Num dia experimento o frescor da amizade;
no outro a febre que me faz querer ser só.

Eu sou assim. Sem culpas."

(Padre Fábio de Melo)