terça-feira, 25 de novembro de 2014

Dá-me esse amor







Não quero amor 

que não saiba dominar-se, 
desse, como vinho espumante, 

que parte o copo e se entorna, 
...perdido num instante. 

Dá-me esse 
amor fresco e puro 
como a tua chuva, 
que abençoa a terra sequiosa, 
enche as talhas do lar. 
Amor que penetre até ao centro da vida, 
e dali 
se estenda como seiva invisível, 
até aos ramos da árvore da existência, 

e faça nascer 
as flores e os frutos. 
Dá-me esse amor 
que 
conserva tranquilo o coração, 
na plenitude da paz! 



Rabindranath Tagore