terça-feira, 25 de março de 2014

Quem me dera




Quem me dera pudesse ser
o brilho de uma estrela
No momento de tua solidão
a mostrar-te que Tu não estás sozinho.

Quem me dera pudesse ser
o cântico dos pássaros
A mostrar-te que o som no ar
Sou eu a te acompanhar

Quem me dera pudesse ter
asas para levar-te em um vôo
Onde nenhuma dor pudesse sentir
e dar-te sensações de paz

Quem me dera ter o dom
de transformar o que te aflige
Assim seriam suaves os aprendizados
que em Ti ganhariam novas cores

Quem me dera ter-te
ao toque das mãos para acarinhar-te
como bem precioso que és
Dar-te o carinho necessário
para cobrir tuas chagas emocionais

Quem me dera minhas palavras
alcançassem o seu coração
Assim Tu saberias que nessa vida...
Jamais caminhará só
Junto a Ti estará sempre o meu coração!



Tatiana Moreira


quinta-feira, 20 de março de 2014

Anseio







A poesia não me cabe



Não visto a roupa certa



Não encontro a imagem



A forma correta








Tenho saudades



Daqueles acometimentos poetícios



Derramava palavras à vontade



Depois assustava de tão bonito








Sempre faltam palavras



Sempre é impreciso



Quem sabe as palavras me calam



E descubro que existo?






 (Sérgio Mitre)




terça-feira, 11 de março de 2014

Doce amor







Por ti componho
O amor em notas
Crio minhas letras
Dedilhando-as na pele
Não mais me perco
Em ti eu me acho
Doce Amor
Que em elos me prende
E por tanto querer-te
Inteira eu me entrego!




Tatiana Moreira






domingo, 9 de março de 2014

Saudades de quem nunca vi






Lá fora chove o calado momento
Que repassa na alma, ansiedades…
Saltam inquietas chamas de dentro
Do meu peito, alagadas saudades

Com frios dedos por não te tocar
Incendeio a razão que me ilumina…
O trovão estoira silenciando o sonhar
De sentir tua boca colada na minha

A noite suspira num suave vento
E rouba às flores o perfume de ti…
Sobrevoa oceanos banhados de alento
Que chegam como um jardim… até mim

Os rios se unem em abraços
Com
luz de sol em raios de beleza …

Sublimes rosas desfolhadas em estilhaços
Resvalam
nos muros da destreza


No beiral da janela do meu cogitar
Morro na saudade que criei…
Respiro o ar que me traz o teu olhar
Como um retrato que imaginei

Na angústia apertada do sossego
Tentas fugir, mas não escapas de mim…
Salta de dentro do meu aconchego
Saudades de quem nunca vi


.


-Manzas-